14.10.09

O maior dos estímulos

Ontem eu não vi TV.
Comi só um poquinho, liguei o computador só um pouquinho.
Fumei poucos cigarros.

Passei a maior parte do tempo em silêncio, olhando para dentro.
E dentro, tudo é tão mais agitado, e confuso, e caótico,
que naquela noite sonhei que nadava com jacarés.

um poema para sábado

INSCRIÇÃO PARA UMA LAREIRA

A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi alta e bela?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!

Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...

(Mario Quintana)

14.9.09

Especialidades

Hoje eu fui a um restaurante francês que não sabia fazer crème brûlée.

Ou, de acordo com o comentário de um dos presentes, "mingau de ovo" por 15 reais.

Quem tem twitter bloqueado caça com blogger.

13.9.09

Bob

Eu vivo dizendo como acho incrível essa época em que minha geração nasceu. O mundo que encontramos, pelo menos para a maioria das pessoas comuns, ainda era analógico. No computers, no internet.

Durante minha adolescência, usei pela primeira vez um serviço de email. Para trocar mensagens de amor, of course. Função perfeita! Lembro que eu costumava imprimir esses emails para levá-los comigo e reler sempre - internet em casa era ainda um luxo.

Quando comecei a trabalhar com publicidade, o computador já fazia parte da rotina das agências, e foi então que eu passei a viver meus dias diante de uma tela, cada vez mais descobrindo motivos para tornar-me dependente.

Tudo o que era complicado antes disso descomplicou. Informações não chegavam mais lentamente, o acesso a elas deixou de ser restrito; isso sem falar na comunicação. E é por isso que eu acho essa época tão incrível: pudemos acompanhar a mudança. Da era pré-internet para a geração command+tab. Sabemos muito bem o valor do Google e o reverenciamos por tudo que ele nos proporciona. Não somos nativos, Graças a Deus!

Voltei a pensar nisso hoje por causa do Twitter. Mas a história começa há uns 7 anos, se não me engano. Vi um seriado na TV e me encantei com uma música. O Google, sempre ele, me ajudou a descobrir quem era a banda e até me deixava ouvir algumas de suas músicas através do site dos garotos. O nome da banda era Rooney, suas músicas eram ótimas e seus integrantes lindos.

De volta ao período presente. Uma amiga que também gosta da banda - e principalmente do vocalista! - encontrou seu perfil no Twitter e começou a segui-los. Eu aproveitei a deixa e fui junto. Ok, nada de mais. O engraçado foi que, um certo tempo depois, ele (quem escreve na verdade é só o vocalista, Bob Schwartzman) começou a nos seguir também!

A maioria das celebridades no Twitter não se dá ao trabalho, então só isso já foi muito legal. Significa que, se eu quiser, posso falar com ele, ou para ele, e ele teoricamente "ouviria".

Por enquanto não tenho nada para dizer a ele, portanto fico na minha, feliz de poder acompanhar um pouco do dia-a-dia do Bob. Agora, por exemplo, sei que ele está na Disney, se divertindo a valer. E eu recebo os registros desses passeios diretamente, em real time, como se fôssemos grandes amigos.

Afinal, um pouco de fantasia ainda existe esse mundo tão megamoderno que temos.

9.9.09

No Cats Day? No way!

Um absurdo essa história de No Cats Day. Não é verdade que os bichinhos precisem descansar, que são muito explorados. Tenho certeza de que eles adoram a atenção que recebem. Por isso, since everyday is caturday!, vou homenagear minha gatinha Tiza, the sweetest kitteh ever.

31.8.09

Carta para Giovana

A primeira mudança foi de emprego. Um baque, claro.
O que é difícil entender no calor do momento é que certas mudanças são bem-vindas e até necessárias.
Não demorou para achar outro trabalho, nem para perceber que eu seria mais feliz ali.

A segunda mudança foi de casa.
Finalmente, depois de 9 meses vivendo no flat, carreguei minhas tralhas para o novo lar, três quadras distantes.
Ainda em meio à reforma, mas já habitável, o apartamento foi ocupado.
Essa nova fase vinha cheia de esperanças e planos, mas o desgaste gerado pelas dificuldades e decepções era maior.

Isso nos leva à terceira mudança.
Ela aconteceu no feriado de Tiradentes, a mesma data em que comemoríamos 4 anos juntos.
Mas foi também nessa data que eu comecei a viver um clichê.
Sabe a história do marido que foi comprar cigarro? Então, aconteceu comigo.

Mas como disse antes, algumas coisas levam um tempo para se mostrarem boas.
E agora, pouco a pouco, estou reconstruindo minha história.
Espero em breve ter notícias melhores para dar.

E disciplina para contá-las aqui.

Beijos,

19.5.09

True Story

"Now he's gone, I don't know why
And till this day, sometimes I cry
He didn't even say goodbye
He didn't take the time to lie.

Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down..."

By Nancy Sinatra.
(E já faz um certo tempo que eu não choro, btw.)

18.5.09

Analfabetismo digital divertido

Não dá para resolver, mas dá para rir.

Volta e meia eu preciso pesquisar assuntos diversos na rede por causa dos meus jobs e entro em sites sobre comida, eletrodomésticos, moda, saúde e o que quer que seja que o cliente faça ou queira fazer.

Por uma curiosidade extra minha, depois de ler a matéria ou artigo que tem a informação que procuro, dou uma olhada nos comentários. Sempre divertidíssimos.

As pessoas não têm a menor ideia do funcionamento da coisa. Já vi, por exemplo, em sites completamente irrelevantes que falavam qualquer bobagem sobre a banda da moda, comentários de fãs enlouquecidos dizendo "eu te amo banda da moda, eu vivo por você!!!", como se estivessem dirigindo-se aos próprios bandeiros.

Vi outro ótimo, quando estava pesquisando sobre uma empresa de bebidas x, num site que não tinha nada a ver com a tal empresa, era tipo um jornaleco da web. Um fulano escreveu "prezada empresa x, sou um profissional com 15 anos de experiência, estou procurando emprego pois minha família já está passando necessidade etc. e tal".

Obviamente estou relevando as tristes grafias de todos os exemplos, que são sempre terríveis.

Já vi gente reclamando do sabor do alimento, do conteúdo do filme, do ator da novela, sempre como se seu interlocutor fosse realmente a pessoa ou empresa em questão. Mas há um outro tipo de comentário que também é muito divertido. São aquelas pessoas sem noção do ridículo, que se expõem e falam suas bizarrices por aí.

Hoje, pesquisando sobre dicas para dormir melhor, encontrei esta pérola:

"fulana de souza comentou:
em August 4 2008 @
Sabe a minha insonia e i nao e facil de resolver: estou precizando e de um ato sexual ,para relaxar , apos teria um sono profundoeste e o facil. O outro e que sou cazada e nao consigo trailo, bem q ele merece ja mi traiu, o poblema dele e de saude, acho que vou virar uma bruaca."

E várias outras ótimas, nem consigo escolher:

"fulano bento comentou:
em January 31 2009 @
oi pessoal, eu tenho tido problmas com as posiçoes de dormir, quando dorme de barriga para sima tenho tido insonhas daqueles pesados mas ai eu acordo assustado e viro me de barriga a baixo e o sono é calmo e suavel, tambem queria saber se dormir numa posiçao nao faz mal a nossa mentalidade é tudo o que tenho por enquanto obrigado"

LMAO

26.2.09

FMyLife.com

"Today, my boyfriend broke up with me. I cried and told him that I loved him. He gave me a quarter and told me to call someone who cared. I threw the quarter in his face and ran. I waited for the bus, but when I got on, I realized I was 25cents short of the fare. I walked home in the rain. FML"

13.2.09

Maybe I'm good, after all.

"QUESTION #8:

Brian: God, why did you make fattening food taste so damn good, and salads and healthy shit taste like ass?

GOD: I didn’t. Salads only taste awful to you because you are evil."

Well, salads taste reeeeeally good to me. You do the math, then.

To read some more enlightening statements directly from the All-Mighty Himself, go to:

stuffgodhates

2.2.09

Um dia, uma noite, um sonho após o outro.

Quando eu voltei para São Paulo, vim num susto, deixando para trás minha casinha que eu gostava tanto, meus móveis, minhas coisas, meus amigos.

Deixei no passado a bela Porto Alegre que, como todo sonho, começa a ficar esquisito conforme a noite acaba.

Vim achando que o retorno seria uma festa, uma volta para o conhecido, para a cidade que eu adoro, para os velhos amigos. Achei que seria fácil e certo começar uma vida nova cheia de prazeres, saídas, viagens e diversão.

Uma volta para a realidade do jeito mais bonito que se pode sonhá-la.

E quase um ano depois, em São Paulo, muitas vezes não sei se estou dormindo ou acordada.

Parece que a qualquer momento eu vou acordar em Assis, no meu quarto verde, com minha mãe chamando para ir ao inglês, ao ballet ou ao colégio.

Clichê, de acordo. Voltando.

Porto Alegre reagiu mal à minha partida. Quase me enlouqueceu com a mudança, me entregou tudo sujo, quebrado, cuspido.

O apartamento que devolvi à imobiliária, que apenas precisava de uma pintura, cobrou caro minha ausência, transformou-se em um drama de vários capítulos e muitas dores de cabeça.

Já São Paulo, para ajudar, não ajudou.
Confessou que me amaria desde que eu tivesse dinheiro e me negou os prazeres, as saídas, as viagens e a diversão. Arranjou-me um emprego que pagava mal e não me satisfazia.

Eu ainda estou tentando provar-lhe meu valor, mas confesso que mais fácil seria quanto mais nele eu acreditasse.

Mas insisto. Procurei e comprei um apartamento antigo e espaçoso, do jeito que eu queria, no local que desejava. O preço: uma reforma cara que me obriga a morar num flat mais caro ainda.

Para completar, a cidade gripada de crise me espirrou para outro emprego. Foi rápido e assustador. É onde estou agora refletindo enquanto seo briefing não vem. It’s day one.

O apartamento há de ficar lindo. O emprego há de dar certo.
E eu hei de acordar em breve para uma realidade onde valha a pena ficar de olhos abertos.

11.8.08

Uma opção a menos

Tem um restaurante aqui do lado do trabalho que não tem nada de mais, mas eu passei a frequentar bastante. A comida é ok e o cardápio é a la carte - se eu puder, prefiro evitar buffet.

Os colegas devem ter comido muito lá e enjoado, já que ninguém nunca sugere o local para almoçarmos. Assim, ele acabou se tornando o restaurante onde vou quando estou com pressa, sozinha ou querendo passar um tempo em silêncio.

Ainda por cima, tem umas opções saudáveis, saladas, sanduíches, grelhados e um filé de frango com salada e arroz que é ótimo, que eu gosto muito. Bem, pelo menos era isso que eu estava pensando enquanto comia esse prato lá hoje.

Estava até pensando em começar a pedir só o frango e a salada, para ficar mais saudável etc.

Na saída, encontrei meu chefe, também atrasado pro almoço e pedindo uma salada. Fiquei papeando até que a salada chegou, linda e grande, muito grande, daí voltei ao trabalho.

Corta de volta pra agência.

Encontro com meu chefe, que solta a bomba:

"Você não acredita o que tinha na salada. Uma lesma. Achei que era um caroço de mamão, tirei do prato e pus na mesa. O caroço se esticou e saiu rastejando. É sério, tô arrepiado até agora."

Acabou. Acabou LEITERIA.
Foi bom enquanto durou.

Frio Fake

Ai, que saudade de Porto Alegre!

Menos pimenta

Acabei de me despedir de uma colega de trabalho.
Do nada ela apareceu, elétrica e rapidinha como sempre, dizendo que estava indo embora e tals.
Não ficou claro pra mim se ela saiu ou foi saída.
O que ela disse diante do meu susto foi: "não segurei a onda".

Eu sei, isso acontece o tempo todo, a rotatividade em agências é sempre alta.
A situação se destaca pra mim pois, além de termos o mesmo nome, fomos contratadas no mesmo dia.
Preenchemos juntas as fichas do rh.
Batemos papo enquanto esperávamos para atacar a burocracia.

Foi legal pois geralmente eu não me aproximaria de alguém da área dela, que não tem muito contato com a minha.
E ela não segurou a onda.

Fiquei pensando em como eu andei chateada com tudo na semana passada.
Será que eu também não estou segurando a onda?
Saindo, ela me disse que eu sou "demais!" e que quer muito trabalhar comigo de novo.
Não sei o quanto ela realmente acredita nisso e quanto era papo de despedida.
Não que importe, mas é que...

Às vezes as coisas parecem mais instáveis do que deveriam ser.

Hum

Vou tentar escrever uns tantos posts pra ver se essa intervenção do curinga acaba, fica pra trás. Deu.
Se não, deleto o post, coisa que não gosto de fazer, já que encaro esse ninho de traças como um jeito de me lembrar de coisas e períodos que não deveria esquecer, nem lembrar o tempo todo.